Início > Notícias > Resultados estatísticos do ano letivo 2014/2015 da Equipa Local de Intervenção Precoce de Coruche | Salvaterra de Magos
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Após o encerramento do ano letivo 2014/2015, a Equipa Local de Intervenção Precoce (ELI) de Coruche | Salvaterra de Magos fez o balanço de mais um ano de trabalho. Os resultados da atividade de 2014/2015 mostram que a equipa acompanhou um total de 115 crianças e suas famílias nos concelhos de Coruche e Salvaterra de Magos, números estes que se encontram muito acima das 45 crianças protocoladas com o Instituto da Segurança Social.

Dessas 115 crianças, 97 foram casos de apoio direto, o que pressupõe uma intervenção nos contextos naturais de vida das crianças, sempre com a participação dos principais prestadores de cuidados (normalmente pais e educadores), como potenciadores das suas capacidades desenvolvimentais, de forma a promover uma plena inclusão social. Regista-se ainda que, das crianças abrangidas pelo serviço, 33% encontram-se entre os 0 e os 3 anos de idade e cerca de 67% tem mais de 4 anos de idade.

Quanto às principais entidades referenciadoras, há a destacar que as entidades locais (no gráfico tomam a designação de “outras”) encaminharam 32 dos casos acompanhados, logo de seguida tivemos a rede de pré-escolar que sinalizou 25 dos casos e depois os hospitais com cerca de 19 referenciações.

Como previsão para os próximos anos letivos, espera-se um crescimento de casos em acompanhamento, em resultado de três principais fatores: 1. A Circular Conjunta n.º 1/ ISS, I.P./DGEstE/2014 — onde se pode ler que “os atuais circuitos estabelecidos no Protocolo pressupõem que o estudo e a avaliação interdisciplinar das crianças com deficiência permanente e com idades até aos 6 anos sejam da competência das Equipas Locais de Intervenção (ELI) do Sistema Nacional de Intervenção Precoce (SNIPI) (…)”; 2. A Resolução da Assembleia da República n.º 17/2015 – Diário da República n.º 35/2015, Série I de 2015-02-19 — com a aplicação das recomendações do conselho nacional de educação relativamente ao enquadramento legal da educação especial, onde se pode ler no ponto 1º “Seja acautelada a situação das crianças a quem é autorizado o adiamento do ingresso na escolaridade, de forma a garantir as medidas de apoio através da intervenção precoce no(s) ano(s) de permanência adicional na educação pré-escolar (…)”, e 3. A Lei n.º 65/2015, de 3 de julho, que estabelece a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir dos 4 anos de idade.

Recordamos que a ELI compreende um conjunto de medidas de apoio integrado centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa no âmbito da educação, da saúde e da ação social, intervindo junto de crianças até aos 6 anos de idade, com alterações ou em risco de apresentar alterações nas estruturas ou funções do corpo, tendo em linha de conta o seu normal desenvolvimento.